quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Os sujeitos do Ensino Médio

       Como os jovens são a grande maioria dos estudantes do Ensino Médio, é de extrema importância, pensa-los como os sujeitos deste nível de aprendizado, sujeitos em constante mudança.De acordo com a proposta de atualização das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, o conceito de juventude não pode apenas ficar restrito a condições biológicas ou faixa etária. Nesta concepção, juventude seria uma condição sócio-histórico-cultural, ou seja, consideram-se as questões sociais e culturais de cada individuo o que resulta em múltiplas culturas juvenis.
            Desta forma, pode-se pensar também na possibilidade de mudanças no ensino Médio para que o jovem possa perceber melhor a importância da escolaridade em sua vida. Sem alterações, com o passar do tempo, o mesmo Ensino Médio que era bastante atrativo para os jovens, pode vir a se tornar apenas mais uma obrigação. Pesquisas comprovam que grande parte dos alunos trabalha, e alguns já estão deixando as escolas alegando falta de tempo, se eles compreendessem a importância do ensino, talvez fizessem outra escolha.
          A universidade é claramente uma das carreiras ou objetivos mais comuns nos estudantes, e a sua forma de ingresso influência tanto na vida dos estudantes como no processo de ensino como um todo. Antes tinhas os vestibulares convencionais  que em geral eram mais focados nas disciplinas de forma isolada, no qual os estudantes necessitam de maior foco para desenvolver questões dissertativas, já o novo processo o ENEM busca um estudante que interage mais o conhecimento e tenha uma leitura mais dinâmica, as estratégias das duas formas de ingresso são divergentes.
            Os avanços tecnológicos são outro agravante, a cada dia que passa fica mais complicado para o professor conquistar a atenção dos alunos e fazer bem o seu serviço. Até os exemplos usados em explicações precisam ser repensados, antes era comum citar peões, bambolês e vários outros brinquedos. Hoje em dia, muitos já não conhecem.
            Assim sendo, o jovem é o fruto de toda mudança de seu meio, a cada dia e novidade ele se torna algo mais desafiador e complexo dentro do contexto e acontecimentos que o cerceia.

Autores:  Antoine Franklim, Charles Diego e João Vitor Crisostomo

Referências
Brasil. Secretaria de Educação Básica. Formação de professores do ensino médio, etapa I - caderno II : o jovem como sujeito do ensino médio; Curitiba: UFPR/Setor de Educação, 2013. 69p.

BRASIL. Parecer das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. 2011. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=8016-pceb005-11&Itemid=30192

http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vestibular/noticia/2015/01/especialistas-apontam-pros-e-contras-do-enem-e-do-vestibular-4674470.html#

http://www.mundovestibular.com.br/articles/18063/1/Enem-ou-Vestibular/Paacutegina1.html

O ACESSO DAS MULHERES NO ENSINO MÉDIO

          No  Brasil, as mulheres são maioria da população, passaram a viver mais, ocupam cada vez mais espaço no mercado de trabalho e, atualmente, são responsáveis pelo sustento de 37,3% das famílias. 

          As mulheres também obtém destaque hoje na escolaridade e o número de mulheres consideradas analfabetas teve redução.  Segundo o IBGE, adolescentes homens e mulheres com 15 anos ou mais de idade apresentavam taxas de analfabetismo próximas, mas a maior porcentagem era dos homens, com 9,8%, frente aos 9,1% entre as mulheres.

        Entre 2000 e 2010, o percentual de jovens de 15 a 17 anos que cursavam o nível educacional adequado à sua idade subiu de 34,4% em 2000 para 47,3% em 2010. Essa taxa de freqüência escolar no ensino médio para os homens era de 42,4% - 9,8 pontos percentuais abaixo da taxa feminina (52,2%). Do total de aproximadamente 4,9 milhões de jovens entre 15 e 17 anos de idade que freqüentavam o ensino médio, observa-se uma proporção maior de mulheres (54,7%) se comparada com a de homens (45,3%). Em 2010, havia um contingente maior de mulheres entre os universitários de 18 a 24 anos de idade, representando 57,1% do total de estudantes que freqüentam o ensino superior nessa faixa etária. Dentro da população total na faixa etária citada (não apenas formada por universitários), 15,1% das mulheres freqüentavam ensino superior contra 11,4% dos homens. Conseqüentemente, o nível educacional das mulheres é maior do que o dos homens na faixa etária de 25 anos ou mais. A principal diferença percentual por sexo encontra-se no nível superior completo, onde 12,5% das mulheres completaram a graduação contra 9,9% dos homens. Dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2013 também mostram maior escolarização das mulheres. De um total de 173,1 milhões de pessoas com mais de 10 anos de idade, 9 milhões de mulheres possuem mais de 15 anos de instrução, contra 6,5 milhões de homens.

           É muito bom ver a evolução do acesso que mulheres vem obtendo no ensino médio, isso se deve muito ao fato de que, diferente de antigamente, as mulheres hoje em dia são mais independentes, além de terem a consciência de que são competentes tanto quanto, ou mais que os homens. Hoje são esportistas, ocupam cargos políticos, gerenciais e ainda, muitas delas, desempenham também o papel de donas de casa como segunda ocupação. Com esse dia a dia diferenciado, estão optando em ter filhos mais tarde e em quantidades bem menor. Claro que ainda restam espaços a conquistar,  mas o caminho se faz promissor.

          Um fator que aumentaria mais ainda esse acesso de mulheres aos estudos, seria a dedicação de órgãos públicos no que se diz respeito a mulheres da Zona Rural do Brasil. Transporte,   alimentação de qualidade na escola, além de manter programas sociais como Bolsa Família, implementado e ampliado durante os governos do Partido dos Trabalhadores, são ações de extrema importância para garantir a continuidade das conquistas femininas na educação.

            É fácil notar pelos dados acima, o quanto houve de melhoria no acesso a educação das mulheres nos últimos 13 anos.

AUTORES:

Karyne L. N. O. Nicodemio  /  Rogério Nicodemio

REFERÊNCIAS:

- PORTAL BRASIL, http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2014/11 em 21 de Agosto de 2016.
- Ensino Superior - UNICAMP, https://www.revistaensinosuperior.gr.unicamp.br em 21 de Agosto de 2016.
- ONU, http://www.onumulheres.org.br/wpcontent/uploads/2016/04 em 21 de Agosto de 2016.

O ensino de Física no Brasil: Uma contextualização       



         O ensino de física no Brasil passou por diversas transformações, as quais se caracterizam por meras e frustradas tentativas de uma mudança de currículo. Mesmo com os avanços científicos e tecnológicos ocorridos em nosso país, o processo de ensino e aprendizagem no que diz respeito à Física, continuou estagnado e cada vez mais retrógrado frente a tais evoluções.
                As características do ensino adotado no início do século XX perduram até os dias atuais, caracterizado por uma Física completamente espelhada no currículo do ensino superior. Os assuntos em ordem desconexa e fragmentada diante do contexto do aluno da Educação Básica e a matematização de um conteúdo que deveria contextualizar as vivências dos estudantes, evidenciam tal petrificação e permanência no espaço das escolas, atualmente.
           As tentativas errôneas e malsucedidas da inserção de práticas experimentais no Ensino Médio – leia-se: cópias dos programas de países do exterior –, nas décadas de 60 e 70, também revelam tal fracasso, de modo que a relação da matemática com fenômenos e conceitos físicos se torna algo pobre, livre de reflexões que propiciem a resolução de problemas e construção de um sujeito crítico, capaz de lidar com situações de seu cotidiano que envolvam essa ciência presente no âmbito social. A falta de coerência dos experimentos e decorrentes análises também não deixam de ser uma cópia do currículo das universidades.
                 Desse modo, mesmo com a criação de documentos norteadores e sugestivos como a LDB (Lei de Diretrizes e Bases) e os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais), com visões para formação de um sujeito crítico e capaz de atuar em diferentes instâncias dos contextos vivenciados, a prática tradicional se faz presente. Logo, temos um ensino de Física na Educação Básica que não justifica a sua existência ou necessidade para a sociedade.
             Dentro deste modelo, os estudantes do Ensino Básico em sua grande maioria acabam por associar a Física como uma disciplina não muito diferente da matemática, onde apenas se apresentam números e conceitos teóricos que nada refletem seu cotidiano. Os livros didáticos também traçam o mesmo caminho, alimentando e ao mesmo tempo sendo alimentados pelo mesmo pensamento tradicional que acaba com a curiosidade e entusiasmo da ciência. O ciclo vicioso se perpetua e, como consequência, a mesma estrutura problemática se mantém.
             Os enfrentamentos para uma Educação Libertadora, como citados por Paulo Freire, são arrebatados e esquecidos por meio de uma doença e estagnação presente, a qual tal responsabilidade se dá pela desmotivação e condição acomodada de nossos educadores.
          Neste cenário, tal apanhado de ideias é recorrente desde no início do século XX. Porém, esse carregamento de evidências se encontra com a perspectiva construtivista e anseio a mudanças pelos pesquisadores em Ensino de Física do Brasil.
             As crescentes pesquisas escancaradas em diversos trabalhos acadêmicos demonstram e confrontam o estacionário modo como os professores do Ensino Básico vem lidando com as Ciências, em especial a Física, apresentando alternativas de métodos e processos de ensino e aprendizagem que dão notável sentido e importância da Física para sociedade brasileira atual. O destaque é dado ao retrocesso que vivemos diante dos avanços da ciência e tecnologia, os conteúdos ilegítimos e que mal explicam os artefatos presentes em cada momento de nossas vidas, como os celulares, computadores e outros objetos presentes no cotidiano dos seres humanos.
        O que esperar para o futuro? Não se sabe ao certo, mas que as pesquisas e investimentos em Ensino de Física se façam predominantes e efetivas, que a Física seja percebida como uma ciência necessária, e mais que isso, que o papel do Físico-educador seja notado e valorizado, dando notório reconhecimento para esse profissional e esta disciplina que este professor está à frente para disseminar.


 Links de referências:

http://matematicauva.org/disciplinas2/fisica/fisica_medio.pdf
http://www.uel.br/cce/fisica/pet/EnsinoRichardFeynman.pdf

Autores: Victor, Matheus, Lucas
A situação do Ensino Médio no Brasil e em Minas Gerais:
Uma breve reflexão
        As escolas brasileiras têm passado por várias mudanças durante os anos. É fácil notar os avanços (e também regressos) comparando o cenário atual com os anos escolares há duas décadas, ou até mesmo na década passada. Se pensarmos que no ano de 1990 o ensino médio não era obrigatório e hoje sim, que o ensino era, de fato, elitizado e atualmente é, pelo menos, acessível a grande parcela da sociedade. Para embasar este fato, Simões mostra que as matrículas no ensino médio no Brasil apresentaram expressivo aumento no período de 1991 a 2007: “Em 1991 o total de matrículas era de 3.772.698 e as matrículas de jovens de 15 a 17 anos totalizavam 1.626.570, em 2007 o crescimento no total de matrículas que chegou a 8.360.664 e um expressivo aumento nas matrículas de jovens de 15 a 17 anos que chegou a 6.023.949.”Mas as mudanças não foram apenas na democratização da escola, mas também em processos de gestão escolar, currículo e outras. Em Minas Gerais, Azeredo propõe várias ações que visaram o combate à discrepância entre série e idade, através de programas como “Acertando o passo”, para alunos do ensino fundamental e “A caminho da cidadania” para alunos das séries finais do ensino médio. Uma das propostas segundo a SEE/MG (2003) foi a criação da Educação de Jovens e Adultos (EJA) para alunos com mais de 19 anos, para que pudessem corrigir a distorção que já existia no ensino médio em relação a série e idade. Em relação ao conteúdo curricular foi proposto que no primeiro ano do ensino médio o CBC (Conteúdos Básicos Comuns) deveriam ser ensinados, já no segundo ano do ensino médio o aluno poderia optar por uma das duas grandes áreas (Ciências Humanas ou Ciências Naturais, e dependendo do número de alunos poderia haver uma terceira, Ciências Exatas) e se aprofundarem um pouco mais na mesma de acordo com o CBC. No terceiro ano a escola tinha certa liberdade de ensinar conteúdos que ultrapassavam o CBC.
        A partir da criação e implementação de tantas políticas pedagógicas poderia se inferir que o ensino no país foi gradativamente evoluindo. No entanto, a realidade do ensino médio nas escolas brasileiras revela outra situação. A questão da universalização da educação básica para os cidadãos ainda é uma aspiração que leis, decretos e diretrizes, precisam colocar em prática. Infelizmente, o ensino médio é o nível que menos cresce do ponto de vista qualitativo. Além disso, outra situação precária é a dos professores, onde, uma certa quantidade deles ainda não dispõe de formação em nível superior e quando alguns possuem, não têm curso de licenciatura, enquanto outra parte expressiva não tem formação compatível com a disciplina que leciona.
        Em âmbito nacional, o quadro revela uma educação pública precária que ensina pouco e forma mal. Porém, no âmbito estadual, como em Mina Gerais é um pouco melhor que a média nacional. Segundo avaliações do MEC, o estado experimentou um crescimento da qualidade nos últimos anos colocando-o entre os primeiros do país nesse nível, mas ainda com muitos desafios pela frente, como a questão dos baixos rendimentos acadêmicos atingidos pelos estudantes da rede estadual de ensino médio regular, a qualidade dos processos de ensino e aprendizagem, o desempenho didático-pedagógico dos professores, o perfil socioeconômico, cultural, social e cognitivo dos estudantes, as condições físicas e técnicas das escolas entre outros. Esses são desafios que precisam ser colocados em pauta, tanto para o diagnóstico da educação quanto para ações políticas e pedagógicas que possam ser geradas mudanças efetivas na qualidade do ensino médio, em âmbito nacional.


Autores: Bruno Henrique, Leonardo e Suzana.

Referência:
Melo, S. D. G.; Duarte, A. Ensino médio no brasil e em minas gerais: políticas e processos. Universidade Federal de Minas Gerais.

A Trajetória do Ensino Médio no Brasil.

O ensino médio no Brasil durante toda sua trajetória tem sido acompanhado de vários processos históricos que tinham como intuito realizar uma melhora na qualidade, porém o que de fato ocorreu foi que em vários momentos obteve-se o resultado contrário a isso.
Voltando aos tempos de Império no Brasil o Ato Adicional de 1834, fez com que houvesse uma divisão de competências a fim de regulamentar a quem de fato era a reponsabilidade de administrar o ensino primário e médio. Após o Ato Adicional alterou-se o método de ensino que até então era feito de modo avulso por meio das Aulas Regias do tempo do Brasil Colônia. A partir do surgimento dos liceus provinciais no ano de 1835 foi criado o Colégio Pedro II, este foi a primeira tentativa de melhoria no sistema de ensino publico no Brasil, porem o Colégio Pedro II foi criado no intuito de formar as elites nacionais. Mesmo nos dias Atuais o Colégio continua a ser referencia no ensino secundário.
Adiantaremos um pouco na historia avançando para a época da Republica (1891), a constituição republicana fez uma separação da Igreja e do Estado instituindo o Governo Federativo no país, seguindo a mesma linha do ato adicional de 1834 a republica transferiu a obrigação dos ensinos primários para os Estados, porem não tirando do governo Federal a obrigação também de criar instituições de ensino primário e secundário ainda na republica continuou a dualidade na organização escolar.
Em 1915 foram criados os exames vestibulares que era uma seleção para ingresso no ensino superior.
Apenas em 1931 foi que houve uma reforma no ensino Secundário, um dos motivos que ocasionaram essa reforma foi que o então Ministro da Saúde e Educação Francisco Campos afirmou que o ensino secundário era o mais importante ramo do sistema educacional.
 A finalidade exclusiva do ensino secundário não há de ser a matrícula nos cursos superiores; o seu fim, pelo contrário, deve ser a formação do homem para todos os grandes setores da atividade nacional, construindo no seu espírito todo um sistema de hábitos, atitudes e comportamentos que o habilitem a viver por si mesmo e a tomar em qualquer situação as decisões mais convenientes e mais seguras (apud ROMANELLI, 1978, p. 135)
A reforma de Francisco Campos veio para reforçar as barreiras existentes entre os diferentes tipos de ensinos pós-primários.
Após o golpe de estado de 1937 a constituição atribuiu à união a competência de determinar os quadros de educação nacional. Foi a partir dai que surgiu a Lei Orgânica do Ensino Secundário que consagrou a divisão realizada em 1931 entre o ginásio ( ciclo de 4 anos ) e o segundo ciclo de 3 anos com a opção de clássico ou cientifico, ao fim de cada ciclo havia um exame com o intuito de garantir um padrão nacional aos aprovados. Os que não conseguissem êxito na aprovação e não tivesse o desejo de frequentar universidades poderiam optar por frequentar os cursos técnicos.
A principal inovação que a Lei Orgânica Trouxe foi tornar os cursos técnicos em ensino de Grau Médio.
  A próxima grande modificação no Ensino secundário foi em 1971 já durante o regime militar que fez com que o Ensino secundário deixasse de se chamar de secundário e fosse conhecido como 2º grau.
Esta modificação tornou difícil a comparação entre os indicadores brasileiros e os dos demais países. As principais diferenças são a longa duração do ensino fundamental obrigatório (oito anos) e seu início aos 7 anos de idade (e não aos 6, como é o mais comum). Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, o sistema educacional brasileiro passou por um processo de modificação, culminando com a aprovação da atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n.º 9.394/96), que alterou a organização do sistema escolar, bem como a sua denominação.

Referencias 
 Brasil. Secretaria de Educação Básica. Formação de professores do ensino médio, Etapa I - Caderno I : ensino médio e formação humana; Curitiba : UFPR, 2013. 51p

 Breve evolução histórica do sistema educacional - OEI - http://www.oei.es/quipu/brasil/historia.pdf

Autores: Joabe Bruno - Patricia Domingos
Um Pouco Sobre O Ensino Médio Noturno

Vários fatores influenciam no estudo do ensino médio noturno, muitos podem levantar questões polêmicas, tais como: Existe muitos estudantes no brasil cursando o ensino médio noturno? O ensino médio noturno é pior? Os estudantes do período noturno podem mudar o horário de estudo?
A maioria das escolas brasileiras que ofertam o ensino médio diurno também oferta o noturno, entretanto, de acordo com o levantamento feito pelo instituto Ayrton Senna, os estudantes de períodos noturnos é minoria, e o percentual de alunos do período noturno está caindo. De 2010 até 2013 o percentual caiu de 39% para 33%, respectivamente, e o percentual de alunos no período diurno nesse mesmo período de tempo, aumentou na mesma proporção, e os estados mais influentes nessa situação são o Nordeste e o Norte, os demais estados não se destacam, más também tem menos alunos estudando anoite.
Uma das maiores influências do estudante é o professor. O professor é a ferramenta que o aluno tem para desenvolver o conhecimento especifico, se o professor é ruim, provavelmente o desenvolvimento também será. Ainda de acordo o instituto Ayrton Senna muitos professores do ensino noturno não tem formação de professores ou tem formação de professor especificamente numa área que não a que ele exerce a profissão. Além dessa questão a carga horaria do ensino noturno em algumas escolas é menor do que no período diurno e muitos alunos do período noturno trabalham tornando inviável unificar a carga horaria de estudo em ambos períodos. Muitas escolas também adotam uma política de minimizar as exigências de estudo, por causa que muitos alunos trabalham, que pela visão da escola essa política serve para minimizar a evasão escolar. Dissertar que o ensino noturno é pior é algo precipitado, entretanto as chances de melhorias na educação são piores no período noturno.
Os alunos que estudam no período noturno normalmente escolhe esse horário para estudo por causa da sua rotina de trabalho durante o dia, impossibilitando que estudem em outro horário, más também há aqueles que estudam de noite, querem e podem mudar para o período diurno, más sempre corre o risco de encontrar problemas com vagas, isso porque as escolas olham para o aluno noturno como aquele aluno “ruim”. 
           O ensino médio noturno sempre teve como característica seu público, formado por alunos trabalhadores. Inclusive essa foi, talvez, uma das razões para sua existência: garantir os direitos educativos daqueles que já estão no mercado de trabalho. Ou seja, há uma relação grande do ensino médio noturno com a perspectiva de direito à educação dos trabalhadores, sejam eles jovens ou adultos, que podem, ou não, ter abandonado os estudos e queiram voltar a estudar.
Quando comparados à população do período diurno, nós observamos um perfil diferenciado de estudantes no noturno. Em linhas gerais, encontramos um aluno trabalhador e que tem muito menos tempo para estudar. Ele chega cansado à escola, muitas vezes, com fome, e encontra uma escola com péssimas condições de infraestrutura e com professores cumprindo uma jornada de trabalho extenuante. Por esses e outros fatores, o ensino médio noturno enfrenta mais desafios e dificuldades para fazer com que a população escolar que ali está possa aprender com a qualidade que tem direito. No entanto, estes jovens não teriam acesso à escola sem a existência de ensino médio noturno e, por isso, escolas abertas neste período cumprem um papel importante.
 Com isso podemos concluir que, o ensino noturno passa por várias dificuldades de melhorias, como a minoria dos estudantes estão matriculados anoite, provavelmente vão receber menos atenção de projetos pedagógicos, políticos, entre outros. Fica claro que existem duas realidades diferentes dentro do contexto do Ensino Médio no Brasil, e isso ainda vai existir por muito tempo.


         Nas décadas de 1980 e 1990, a oferta do ensino médio no período noturno foi uma das principais estratégias para garantir o acesso de jovens e adultos das camadas populares a este nível de ensino. Hoje, as estatísticas demonstram mudanças.

Por Marcelo Morais e Janaína Neres

Autores: Vinícius Ladeira, Jonas Maximiano Filho e Cleverton Alves

Referências:


                1- OLIVEIRA, R. P., SOUSA, S. Z. Ensino Médio Noturno: democratização e diversidade.
 Revista Educar. Nº 30, UFPR, 2008.
                2-Ensino Médio Noturno- Uma análise da disparidade entre o aprendizado dos alunos e a qualidade de ensino no período da noite em comparação com o turno matutino. Instituto Ayrton Senna, São Paulo, 2015