quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A Trajetória do Ensino Médio no Brasil.

O ensino médio no Brasil durante toda sua trajetória tem sido acompanhado de vários processos históricos que tinham como intuito realizar uma melhora na qualidade, porém o que de fato ocorreu foi que em vários momentos obteve-se o resultado contrário a isso.
Voltando aos tempos de Império no Brasil o Ato Adicional de 1834, fez com que houvesse uma divisão de competências a fim de regulamentar a quem de fato era a reponsabilidade de administrar o ensino primário e médio. Após o Ato Adicional alterou-se o método de ensino que até então era feito de modo avulso por meio das Aulas Regias do tempo do Brasil Colônia. A partir do surgimento dos liceus provinciais no ano de 1835 foi criado o Colégio Pedro II, este foi a primeira tentativa de melhoria no sistema de ensino publico no Brasil, porem o Colégio Pedro II foi criado no intuito de formar as elites nacionais. Mesmo nos dias Atuais o Colégio continua a ser referencia no ensino secundário.
Adiantaremos um pouco na historia avançando para a época da Republica (1891), a constituição republicana fez uma separação da Igreja e do Estado instituindo o Governo Federativo no país, seguindo a mesma linha do ato adicional de 1834 a republica transferiu a obrigação dos ensinos primários para os Estados, porem não tirando do governo Federal a obrigação também de criar instituições de ensino primário e secundário ainda na republica continuou a dualidade na organização escolar.
Em 1915 foram criados os exames vestibulares que era uma seleção para ingresso no ensino superior.
Apenas em 1931 foi que houve uma reforma no ensino Secundário, um dos motivos que ocasionaram essa reforma foi que o então Ministro da Saúde e Educação Francisco Campos afirmou que o ensino secundário era o mais importante ramo do sistema educacional.
 A finalidade exclusiva do ensino secundário não há de ser a matrícula nos cursos superiores; o seu fim, pelo contrário, deve ser a formação do homem para todos os grandes setores da atividade nacional, construindo no seu espírito todo um sistema de hábitos, atitudes e comportamentos que o habilitem a viver por si mesmo e a tomar em qualquer situação as decisões mais convenientes e mais seguras (apud ROMANELLI, 1978, p. 135)
A reforma de Francisco Campos veio para reforçar as barreiras existentes entre os diferentes tipos de ensinos pós-primários.
Após o golpe de estado de 1937 a constituição atribuiu à união a competência de determinar os quadros de educação nacional. Foi a partir dai que surgiu a Lei Orgânica do Ensino Secundário que consagrou a divisão realizada em 1931 entre o ginásio ( ciclo de 4 anos ) e o segundo ciclo de 3 anos com a opção de clássico ou cientifico, ao fim de cada ciclo havia um exame com o intuito de garantir um padrão nacional aos aprovados. Os que não conseguissem êxito na aprovação e não tivesse o desejo de frequentar universidades poderiam optar por frequentar os cursos técnicos.
A principal inovação que a Lei Orgânica Trouxe foi tornar os cursos técnicos em ensino de Grau Médio.
  A próxima grande modificação no Ensino secundário foi em 1971 já durante o regime militar que fez com que o Ensino secundário deixasse de se chamar de secundário e fosse conhecido como 2º grau.
Esta modificação tornou difícil a comparação entre os indicadores brasileiros e os dos demais países. As principais diferenças são a longa duração do ensino fundamental obrigatório (oito anos) e seu início aos 7 anos de idade (e não aos 6, como é o mais comum). Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, o sistema educacional brasileiro passou por um processo de modificação, culminando com a aprovação da atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n.º 9.394/96), que alterou a organização do sistema escolar, bem como a sua denominação.

Referencias 
 Brasil. Secretaria de Educação Básica. Formação de professores do ensino médio, Etapa I - Caderno I : ensino médio e formação humana; Curitiba : UFPR, 2013. 51p

 Breve evolução histórica do sistema educacional - OEI - http://www.oei.es/quipu/brasil/historia.pdf

Autores: Joabe Bruno - Patricia Domingos

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