O ensino de Física no Brasil: Uma contextualização
O ensino de física no Brasil
passou por diversas transformações, as quais se caracterizam por meras e
frustradas tentativas de uma mudança de currículo. Mesmo com os avanços
científicos e tecnológicos ocorridos em nosso país, o processo de ensino e aprendizagem
no que diz respeito à Física, continuou estagnado e cada vez mais retrógrado
frente a tais evoluções.
As
características do ensino adotado no início do século XX perduram até os dias
atuais, caracterizado por uma Física completamente espelhada no currículo do
ensino superior. Os assuntos em ordem desconexa e fragmentada diante do
contexto do aluno da Educação Básica e a matematização de um conteúdo que
deveria contextualizar as vivências dos estudantes, evidenciam tal petrificação
e permanência no espaço das escolas, atualmente.
As
tentativas errôneas e malsucedidas da inserção de práticas experimentais no
Ensino Médio – leia-se: cópias dos programas de países do exterior –, nas
décadas de 60 e 70, também revelam tal fracasso, de modo que a relação da
matemática com fenômenos e conceitos físicos se torna algo pobre, livre de
reflexões que propiciem a resolução de problemas e construção de um sujeito
crítico, capaz de lidar com situações de seu cotidiano que envolvam essa
ciência presente no âmbito social. A falta de coerência dos experimentos e
decorrentes análises também não deixam de ser uma cópia do currículo das
universidades.
Desse
modo, mesmo com a criação de documentos norteadores e sugestivos como a LDB
(Lei de Diretrizes e Bases) e os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais), com
visões para formação de um sujeito crítico e capaz de atuar em diferentes
instâncias dos contextos vivenciados, a prática tradicional se faz presente.
Logo, temos um ensino de Física na Educação Básica que não justifica a sua existência
ou necessidade para a sociedade.
Dentro
deste modelo, os estudantes do Ensino Básico em sua grande maioria acabam por
associar a Física como uma disciplina não muito diferente da matemática, onde
apenas se apresentam números e conceitos teóricos que nada refletem seu
cotidiano. Os livros didáticos também traçam o mesmo caminho, alimentando e ao
mesmo tempo sendo alimentados pelo mesmo pensamento tradicional que acaba com a
curiosidade e entusiasmo da ciência. O ciclo vicioso se perpetua e, como
consequência, a mesma estrutura problemática se mantém.
Os
enfrentamentos para uma Educação Libertadora, como citados por Paulo Freire,
são arrebatados e esquecidos por meio de uma doença e estagnação presente, a
qual tal responsabilidade se dá pela desmotivação e condição acomodada de
nossos educadores.
Neste
cenário, tal apanhado de ideias é recorrente desde no início do século XX.
Porém, esse carregamento de evidências se encontra com a perspectiva
construtivista e anseio a mudanças pelos pesquisadores em Ensino de Física do
Brasil.
As
crescentes pesquisas escancaradas em diversos trabalhos acadêmicos demonstram e
confrontam o estacionário modo como os professores do Ensino Básico vem lidando
com as Ciências, em especial a Física, apresentando alternativas de métodos e
processos de ensino e aprendizagem que dão notável sentido e importância da
Física para sociedade brasileira atual. O destaque é dado ao retrocesso que
vivemos diante dos avanços da ciência e tecnologia, os conteúdos ilegítimos e
que mal explicam os artefatos presentes em cada momento de nossas vidas, como
os celulares, computadores e outros objetos presentes no cotidiano dos seres
humanos.
O
que esperar para o futuro? Não se sabe ao certo, mas que as pesquisas e
investimentos em Ensino de Física se façam predominantes e efetivas, que a
Física seja percebida como uma ciência necessária, e mais que isso, que o papel
do Físico-educador seja notado e valorizado, dando notório reconhecimento para esse
profissional e esta disciplina que este professor está à frente para
disseminar.
http://matematicauva.org/disciplinas2/fisica/fisica_medio.pdf
http://www.uel.br/cce/fisica/pet/EnsinoRichardFeynman.pdf
Autores: Victor, Matheus, Lucas
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