quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Um Pouco Sobre O Ensino Médio Noturno

Vários fatores influenciam no estudo do ensino médio noturno, muitos podem levantar questões polêmicas, tais como: Existe muitos estudantes no brasil cursando o ensino médio noturno? O ensino médio noturno é pior? Os estudantes do período noturno podem mudar o horário de estudo?
A maioria das escolas brasileiras que ofertam o ensino médio diurno também oferta o noturno, entretanto, de acordo com o levantamento feito pelo instituto Ayrton Senna, os estudantes de períodos noturnos é minoria, e o percentual de alunos do período noturno está caindo. De 2010 até 2013 o percentual caiu de 39% para 33%, respectivamente, e o percentual de alunos no período diurno nesse mesmo período de tempo, aumentou na mesma proporção, e os estados mais influentes nessa situação são o Nordeste e o Norte, os demais estados não se destacam, más também tem menos alunos estudando anoite.
Uma das maiores influências do estudante é o professor. O professor é a ferramenta que o aluno tem para desenvolver o conhecimento especifico, se o professor é ruim, provavelmente o desenvolvimento também será. Ainda de acordo o instituto Ayrton Senna muitos professores do ensino noturno não tem formação de professores ou tem formação de professor especificamente numa área que não a que ele exerce a profissão. Além dessa questão a carga horaria do ensino noturno em algumas escolas é menor do que no período diurno e muitos alunos do período noturno trabalham tornando inviável unificar a carga horaria de estudo em ambos períodos. Muitas escolas também adotam uma política de minimizar as exigências de estudo, por causa que muitos alunos trabalham, que pela visão da escola essa política serve para minimizar a evasão escolar. Dissertar que o ensino noturno é pior é algo precipitado, entretanto as chances de melhorias na educação são piores no período noturno.
Os alunos que estudam no período noturno normalmente escolhe esse horário para estudo por causa da sua rotina de trabalho durante o dia, impossibilitando que estudem em outro horário, más também há aqueles que estudam de noite, querem e podem mudar para o período diurno, más sempre corre o risco de encontrar problemas com vagas, isso porque as escolas olham para o aluno noturno como aquele aluno “ruim”. 
           O ensino médio noturno sempre teve como característica seu público, formado por alunos trabalhadores. Inclusive essa foi, talvez, uma das razões para sua existência: garantir os direitos educativos daqueles que já estão no mercado de trabalho. Ou seja, há uma relação grande do ensino médio noturno com a perspectiva de direito à educação dos trabalhadores, sejam eles jovens ou adultos, que podem, ou não, ter abandonado os estudos e queiram voltar a estudar.
Quando comparados à população do período diurno, nós observamos um perfil diferenciado de estudantes no noturno. Em linhas gerais, encontramos um aluno trabalhador e que tem muito menos tempo para estudar. Ele chega cansado à escola, muitas vezes, com fome, e encontra uma escola com péssimas condições de infraestrutura e com professores cumprindo uma jornada de trabalho extenuante. Por esses e outros fatores, o ensino médio noturno enfrenta mais desafios e dificuldades para fazer com que a população escolar que ali está possa aprender com a qualidade que tem direito. No entanto, estes jovens não teriam acesso à escola sem a existência de ensino médio noturno e, por isso, escolas abertas neste período cumprem um papel importante.
 Com isso podemos concluir que, o ensino noturno passa por várias dificuldades de melhorias, como a minoria dos estudantes estão matriculados anoite, provavelmente vão receber menos atenção de projetos pedagógicos, políticos, entre outros. Fica claro que existem duas realidades diferentes dentro do contexto do Ensino Médio no Brasil, e isso ainda vai existir por muito tempo.


         Nas décadas de 1980 e 1990, a oferta do ensino médio no período noturno foi uma das principais estratégias para garantir o acesso de jovens e adultos das camadas populares a este nível de ensino. Hoje, as estatísticas demonstram mudanças.

Por Marcelo Morais e Janaína Neres

Autores: Vinícius Ladeira, Jonas Maximiano Filho e Cleverton Alves

Referências:


                1- OLIVEIRA, R. P., SOUSA, S. Z. Ensino Médio Noturno: democratização e diversidade.
 Revista Educar. Nº 30, UFPR, 2008.
                2-Ensino Médio Noturno- Uma análise da disparidade entre o aprendizado dos alunos e a qualidade de ensino no período da noite em comparação com o turno matutino. Instituto Ayrton Senna, São Paulo, 2015

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