No Brasil, as mulheres são maioria da população, passaram a
viver mais, ocupam cada vez mais espaço no mercado de trabalho e, atualmente,
são responsáveis pelo sustento de 37,3% das famílias.
As mulheres também obtém destaque hoje na escolaridade e o número de mulheres consideradas analfabetas teve redução. Segundo o IBGE, adolescentes homens e mulheres com 15 anos ou mais de idade apresentavam taxas de analfabetismo próximas, mas a maior porcentagem era dos homens, com 9,8%, frente aos 9,1% entre as mulheres.
Entre 2000 e
2010, o percentual de jovens de 15 a 17 anos que cursavam o nível educacional
adequado à sua idade subiu de 34,4% em 2000 para 47,3% em 2010. Essa taxa de
freqüência escolar no ensino médio para os homens era de 42,4% - 9,8 pontos
percentuais abaixo da taxa feminina (52,2%). Do total de aproximadamente 4,9
milhões de jovens entre 15 e 17 anos de idade que freqüentavam o ensino médio,
observa-se uma proporção maior de mulheres (54,7%) se comparada com a de homens
(45,3%). Em 2010, havia um contingente maior de mulheres entre os
universitários de 18 a 24 anos de idade, representando 57,1% do total de
estudantes que freqüentam o ensino superior nessa faixa etária. Dentro da população
total na faixa etária citada (não apenas formada por universitários), 15,1% das
mulheres freqüentavam ensino superior contra 11,4% dos homens.
Conseqüentemente, o nível educacional das mulheres é maior do que o dos homens
na faixa etária de 25 anos ou mais. A principal diferença percentual por sexo
encontra-se no nível superior completo, onde 12,5% das mulheres completaram a
graduação contra 9,9% dos homens. Dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra
de Domicílios) de 2013 também mostram maior escolarização das mulheres. De um
total de 173,1 milhões de pessoas com mais de 10 anos de idade, 9 milhões de
mulheres possuem mais de 15 anos de instrução, contra 6,5 milhões de homens.
É muito bom
ver a evolução do acesso que mulheres vem obtendo no ensino médio, isso se deve
muito ao fato de que, diferente de antigamente, as mulheres hoje em dia são
mais independentes, além de terem a consciência de que são competentes tanto
quanto, ou mais que os homens. Hoje são esportistas, ocupam cargos políticos,
gerenciais e ainda, muitas delas, desempenham também o papel de donas de casa
como segunda ocupação. Com esse dia a dia diferenciado, estão optando em ter
filhos mais tarde e em quantidades bem menor. Claro que ainda restam espaços a
conquistar, mas o caminho se faz
promissor.
Um fator que aumentaria mais ainda esse acesso
de mulheres aos estudos, seria a dedicação de órgãos públicos no que se diz
respeito a mulheres da Zona Rural do Brasil. Transporte, alimentação de qualidade na escola, além de
manter programas sociais como Bolsa Família, implementado e ampliado durante os
governos do Partido dos Trabalhadores, são ações de extrema importância para
garantir a continuidade das conquistas femininas na educação.
É fácil
notar pelos dados acima, o quanto houve de melhoria no acesso a educação das
mulheres nos últimos 13 anos.
AUTORES:
Karyne L. N. O. Nicodemio / Rogério Nicodemio
REFERÊNCIAS:
- PORTAL BRASIL, http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2014/11
em 21 de Agosto de 2016.
- Ensino Superior - UNICAMP,
https://www.revistaensinosuperior.gr.unicamp.br em 21 de Agosto de 2016.
- ONU, http://www.onumulheres.org.br/wpcontent/uploads/2016/04
em 21 de Agosto de 2016.
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